Zidane e o madridismo!

Zidane mostra-se um gênio a cada decisão tomada. Desde jogador. Quando foi para a Juventus. Quando foi para o Real Madrid. Quando decidiu parar de jogar. Quando decidiu iniciar a carreira de treinador por baixo, independente do nome que carrega. Quando confiou no taco ao pegar a bucha que era o Real Madrid naquele janeiro de 2016. Quando decidiu sair fora, ao ver que o barco afundaria. E agora, quando decide voltar, com o barco já à deriva.

O que pode dar errado?!

Tem gente na Espanha que considera este um ato “heroico” de madridismo. Zidane, ao resgate do clube que ama.

Oras, me parece de uma ingenuidade incrível. Zidane não é bobo. Ele sabe o tamanho que tem. Se correu algum risco, correu ao assumir em 2016, quando Florentino Pérez estava contra as cordas e apelou, se escorando no crédito adquirido pelo francês ao longo de anos vestindo a camisa do clube.

Agora? Risco zero. Nada de heroísmo, ele só tem a ganhar. A temporada do Real Madrid já acabou – eliminações na Champions e Copa do Rei, desvantagem irrecuperável no Espanhol. Mesmo que ele não repita os feitos da primeira passagem, não terá queimado crédito. O crédito dele é infinito com o madridismo.

Apesar do inacreditável feito de ter conquistado três Champions seguidas, nunca considerei Zidane um técnico genial. Me parece um cidadão que tem pleno conhecimento do clube e que sabe exatamente como lidar com um vestiário de estrelas. Nunca inventou a roda taticamente, pelo contrário.

Ele sabia, no meio do ano, que aquele Real Madrid – este Real Madrid – estava esgotado. Ganharam a Champions 2018 com uma gigantesca dose de sorte, coragem e personalidade, não tanto com futebol. Ele sabia que Cristiano Ronaldo sairia, que esta temporada seria trágica. E vazou.

Algo mais incomodava Zidane internamente? Provável que sim. Esse “algo” deve ter sido a exigência dele para voltar. Não muito diferente do que fez Carille ao sair e voltar para o Corinthians.

O barco afundaria na temporada nas mãos de alguém. Não foi com ele. Agora, Zidane chega com status de intocável e inatingível. Muito difícil imaginar que o Real Madrid não traga alguém de impacto, tipo Neymar ou Hazard. Muito melhor reconstruir um barco sem ter afundado junto com ele.

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